Partido governante nega crise na África do Sul

Johanesburgo, 23 set (EFE).- O Congresso Nacional Africano (CNA), partido governante na África do Sul, negou hoje que exista uma crise no país após a saída em massa de mais de um terço do gabinete do presidente Thabo Mbeki, que foi forçado, por sua própria legenda, a renunciar.

EFE |

"Não há crise, já que seis dos 14 ministros e vice-ministros que renunciaram hoje disseram estar dispostos a prestar seus serviços novamente" na administração do presidente interino do país, Kgalema Motlanthe, disse aos jornalistas em Johanesburgo o secretário-geral do CNA, Gwede Mantashe.

Em coletiva de imprensa na sede do partido governante em Johanesburgo, Mantashe foi interrogado sobre a posição de Trevor Manuel, considerado o artífice da recuperação econômica da África do Sul após a queda do regime segregacionista do apartheid em 1994.

"Não temos que designar Trevor como ministro das Finanças, Trevor é o ministro das Finanças", recalcou Mantashe, que reiterou que "não há crise na África do Sul".

O secretário-geral do CNA disse ainda que os ministros de Mbeki tinham a impressão de que todos eles deveriam renunciar, como princípio de procedimento, depois que o presidente anunciasse no domingo sua própria saída.

"O CNA se movimentou rapidamente para corrigir qualquer percepção equivocada que possa ter surgido da declaração presidencial", ressaltou. EFE jm/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG