Johanesburgo, 3 abr (EFE).- Um porta-voz do Governo do Zimbábue disse hoje que o partido governante está pronto para um segundo turno das eleições presidenciais e que competirá com força nessa votação.

Em declarações reproduzidas pela rede pública sul-africana "SABC", o vice-ministro de Informação do Zimbábue, Bright Matonga, aceitou que a perda da maioria parlamentar, divulgada na quarta-feira, foi um "retrocesso político" para a governante União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF).

"Vamos nos reagrupar e preparar vigorosamente nossa campanha para participar pacificamente" do segundo turno, acrescentou o alto funcionário.

Em Harare, as autoridades eleitorais não deram ainda nenhum dado sobre as eleições presidenciais de sábado, mas fecharam a apuração do pleito para renovar a Câmara Baixa do Parlamento.

Os dados finais dessa votação concedem 97 cadeiras à Zanu-PF e 109 deputados para o opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC). Também há um legislador independente.

Segundo Matonga, o partido governante ainda acredita que obterá a maioria na outra Câmara do Parlamento, o Senado, e também em alcançar a vitória no segundo turno das eleições presidenciais.

"Estamos prontos para lutar até o final", acrescentou.

Segundo a rede pública sul-africana, que deslocou ao Zimbábue cerca de 50 jornalistas e técnicos, o partido governante do Zimbábue se reunirá amanhã em Harare para decidir se irá ao segundo turno das eleições presidenciais.

Caso ocorra o segundo turno do pleito, será o primeiro na história do país.

O MDC afirmou ontem - de acordo com seus próprios números - que seu candidato presidencial, Morgan Tsvangirai, obteve 50,3% dos votos, enquanto Mugabe conseguiu 43,8%. EFE ag/an

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