Islamabad, 4 set (EFE).- O governante Partido Popular do Paquistão (PPP) afirmou hoje que seus militantes sairão amanhã às ruas para uma manifestação de solidariedade ao primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gillani, cuja comitiva foi atacada na quarta-feira.

Em comunicado, o PPP afirmou que todos os organismos regionais da formação se concentrarão amanhã para mostrar solidariedade a Gillani, vítima de um "atentado abortado contra sua vida".

Segundo a nota, a decisão foi tomada pelo líder da formação e candidato à Presidência, Asif Ali Zardari, após manter hoje um encontro com vários líderes do PPP.

O secretário-geral do partido, Jehangir Badr, pediu aos presidentes provinciais do PPP que transmitam a ordem sobre a realização de manifestações em todos os distritos nos quais a legenda tem sedes sociais.

Segundo o escritório do primeiro-ministro, Gillani saiu ontem ileso de um ataque lançado por "desconhecidos" na rodovia que liga a base militar de Chaklala a Islamabad.

No entanto, a versão oficial não convenceu a imprensa local, que hoje cita fontes policiais, do Ministério do Interior e de inteligência para afirmar que o primeiro-ministro não estava no veículo no momento do ataque.

O jornal "Daily Times" publica inclusive um gráfico, a partir de informação que obteve, no qual aparece um automóvel a caminho do aeroporto e a zona a partir de onde a comitiva recebeu disparos.

O porta-voz de Gillani afirmou ontem que "o automóvel do primeiro-ministro voltava do aeroporto" no momento do ataque.

O movimento Tehrik-e-Taliban Pakistan, que reúne grupos talibãs paquistaneses, reivindicou a autoria do ataque, que ocorreu poucas horas depois da morte de 20 civis em um ataque lançado por forças sob o comando dos Estados Unidos contra uma localidade em uma zona fronteiriça com o Afeganistão.

Em 6 de setembro, o Paquistão realiza a votação presidencial para designar o sucessor de Pervez Musharraf, cargo para o qual aparece como favorito o candidato do PPP, Zardari. EFE igb/anm

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