Partido governante confia em ampla vitória eleitoral na África do Sul

Johanesburgo, 22 abr (EFE).- O Congresso Nacional Africano (CNA), que governa a África do Sul desde a queda do apartheid, em 1994, confia em obter uma ampla vitória nas quartas eleições democráticas do país, que ocorrem hoje com normalidade e nas quais a oposição se mostrou mais forte e ativa.

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"Tudo anda em paz, com tranquilidade e harmonia", disse aos jornalistas Brigalia Bam, presidente da Comissão Eleitoral Independente (CEI), em um comparecimento pública na metade da jornada eleitoral, na qual as urnas foram abertas às 7h (2h de Brasília) e serão fechadas às 21h (16h de Brasília).

Bam ressaltou que não havia informações de "violência, ameaças ou intimidações" em nenhum dos 19.726 centros de votação do país, que na metade da jornada estavam "todos operacionais", mas admitiu que houve "algumas irregularidades" em várias províncias.

A responsável eleitoral admitiu que poderia haver escassez de urnas e de cédulas em alguns colégios, mas garantiu que o fornecimento seria a tempo.

Pansy Tlakula, responsável executivo da CEI, explicou algumas outras irregularidades, relacionadas à perda de material eleitoral ou ao surgimento de algumas cédulas marcadas, e ressaltou que, de qualquer forma, "são como uma gota no oceano".

No entanto, o principal partido opositor, a Aliança Democrática (DA, em inglês), divulgou um comunicado indicando que, em três províncias, havia falta de cédulas e outro material eleitoral, e ressaltava que a CEI havia "respondido com lentidão diante desta situação".

O líder do CNA, Jacob Zuma, franco favorito à Presidência da África do Sul, disse que, desde jovem, "sabia que este dia chegaria", enquanto era aclamado por um grupo de simpatizantes, após votar em sua localidade natal de Nkandla, em Kwazulu Natal.

A Executiva do CNA mostrou sua "satisfação" com a normalidade da jornada eleitoral, na qual já votaram praticamente todos seus líderes, entre eles o Prêmio Nobel e primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela, e o atual chefe de Estado, Kgalema Motlanthe.

Da oposição, o líder da DA, Helen Zille, votou na Cidade do Cabo, de onde é prefeita, e afirmou que seu partido "confia em ser a primeira força da província" de Cabo Ocidental, que ela busca governar, e pediu uma participação em massa para "parar Zuma", que considera um perigo para o sistema constitucional.

Mvume Dandala, candidato à Presidência do Congresso do Povo (Cope, em inglês), cisão do CNA surgida com força após a destituição do anterior presidente, Thabo Mbeki, por seu próprio partido, pediu para "votar na esperança" representada, segundo ele, por seu grupo, após o "desânimo" gerado pelo CNA em seus 15 anos de Governo.

Segundo as autoridades eleitorais, espera-se uma participação de cerca de 80% dos 23 milhões de eleitores convocados para estas eleições, para as quais foram habilitados cerca de 20 mil colégios.

EFE cho/an

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