Partido governamental obtém maioria nas legislativas da Angola

Luanda - O governamental Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) aparece como vencedor nas eleições legislativas realizadas no país na sexta-feira e no sábado, segundo os resultados parciais divulgados neste domingo pela Comissão Nacional Eleitoral em Luanda.

EFE |

Segundo os dados, o MPLA - que governou ininterruptamente em Angola desde a independência do país, em 1975 - obteve pouco mais de 2,5 milhões dos votos emitidos em nível nacional, afirmou a Comissão Nacional Eleitoral, que especificou que estes resultados são parciais.

O principal partido da oposição e ex-movimento rebelde, a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), obteve até agora 329.505 votos, acrescenta o comunicado do órgão eleitoral, que baseia seus cômputos na apuração de 49,78% dos votos emitidos.

O censo eleitoral tinha registradas 8,3 milhões de pessoas.

A Unita e várias outras organizações políticas menores consideraram "ilegítimas" as eleições, as primeiras no país em 16 anos, devido à desorganização no primeiro dia da votação e do favoritismo da imprensa estatal em relação ao MPLA durante a campanha eleitoral.

A oposição denunciou também o MPLA por utilizar recursos dos cofres públicos para sua campanha, e afirmaram que os partidários opositores foram intimidados, algo comprovado pela organização humanitária Human Rights Watch.

O pleito, previsto inicialmente só para sexta-feira, teve que ser ampliado por mais um dia em Luanda e na província de mesmo nome por causa da desorganização dos responsáveis eleitorais.

Um total de 2.254 centros de votação devia abrir na sexta-feira em Luanda, mas apenas 1.934 funcionaram, embora também com problemas, como erros nas listas de eleitores e falta de cédulas, urnas e outros materiais eleitorais.

A Missão de Observação Eleitoral da União Européia, que conta com 118 observadores de países-membros da UE, além de da Noruega e Suíça, identificou como o maior problema a falta das listas de eleitores em muitos dos colégios afetados.

A Comissão Nacional Eleitoral admitiu imediatamente seus erros e desorganização e ordenou que 320 colégios reabrissem no sábado, para dar oportunidade ao voto aos que não tinham conseguido votar durante o primeiro dia.

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