Partido do Governo vence eleição parlamentar em Montenegro

Duska Pejovic. Podgorica, 29 mar (EFE).- O primeiro-ministro de Montenegro, Milo Djukanovic, conseguiu hoje a maioria absoluta nas eleições parlamentares antecipadas e confirmou assim seu domínio da cena política do país, que declarou independência da Sérvia em 2006.

EFE |

A coalizão Montenegro Europeu, liderada pelo Partido Democrático dos Socialistas (DPS), de Djukanovic, obteve 51,1% dos votos, ganhando 49 cadeiras das 81 do Parlamento nacional, segundo os resultados preliminares.

Djukanovic, líder montenegrino há quase duas décadas, apareceu na sede de seu partido -que fica no edifício do Governo-, antes da meia-noite para proclamar a vitória "mais contundente até agora".

"Os eleitores votaram em uma vida segura, com sólida prosperidade econômica e democrática e em um seguro futuro europeu de Montenegro", declarou Djukanovic, interrompido por seus seguidores, que cantavam em coro o hino montenegrino.

"Estes votos são a confiança de que o Estado com a coalizão Montenegro Europeu à frente superará com mais facilidade os desafios da crise econômica global", acrescentou o primeiro-ministro.

Djukanovic anunciou a pronta "formação de um Governo competente, que será capaz de enfrentar os problemas, efetuar as reformas econômicas e democráticas e levar Montenegro à integração europeia".

Em frente ao edifício, apesar de uma forte chuva em Podgorica, seus partidários festejavam com fogos de artifício e gritos de "Milo, Milo!", enquanto os carros com bandeiras de Montenegro e do DPS circulavam pelas ruas, anunciando a vitória com buzinas.

O segundo partido mais votado (16,1%) foi o Partido Popular Socialista (SNP), de Srdjan Milic, que terá 15 deputados.

Milic, que reconheceu a derrota, declarou que "é preciso esperar até amanhã para ver o que evidentemente se passará com a crise".

Em terceiro lugar, ficou o recém-formado partido Nova Democracia Sérvia, de Andrija Mandic, com 8,9% dos votos e oito cadeiras.

O grande perdedor foi Nebojsa Medojevic, líder do Movimento para as Mudanças (DPS), até então o único político local com popularidade para competir com Djukanovic, mas cujo partido só conseguiu 6,1% dos votos e terá cinco cadeiras no Parlamento.

Quatro partidos da minoria albanesa também devem estar representados no Parlamento, com um deputado cada.

Até o término da apuração, não se sabe se mais algum partido passará a barreira dos 3% necessários para entrar no Parlamento.

Djukanovic antecipou a eleição parlamentar depois que, em dezembro, Montenegro apresentou sua solicitação de adesão à União Europeia (UE), e argumentou que só um Governo com mandato consolidado pode se dedicar a acelerar o processo para conseguir esse objetivo.

A oposição afirmou que a antecipação das eleições foi uma tentativa de Djukanovic de ganhar um novo mandato antes que o país seja totalmente afetado pelos efeitos da crise financeira mundial.

Os temas econômicos e sociais concentraram a pouco dinâmica campanha eleitoral em Montenegro, onde a taxa de desemprego chega a 17% e onde 11% da população vivem em condições de extrema pobreza.

Estas foram as segundas eleições legislativas em Montenegro desde a independência.

Segundo a ONG montenegrina Centro Monitoring (CEMI), a participação, tradicionalmente alta nas eleições do país, chegou a 65,2%. EFE dp/jp

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