Partido do Governo não teme derrota em referendo sobre Morales

La Paz, 8 mai (EFE) - O Movimento Ao Socialismo (MAS), partido do presidente da Bolívia, Evo Morales, apoiou hoje no Senado a aprovação de uma lei para a revogação do mandato do governante, ao assinalar que não teme uma eventual derrota nessa votação. O senador governista Santos Tito explicou à Agência Efe que no início do debate seu partido alegou que era um momento inoportuno para discutir esse projeto de lei que a oposição começou a abordar de forma surpreendente, após vários meses estagnado. Mas, por fim, os senadores do MAS votaram a favor, ao considerar que o presidente Morales não tem nenhum medo e tem certeza de que o povo boliviano manterá o atual Governo, segundo Tito. Ele admitiu que o debate interno no MAS foi intenso, mas foi decidido que o partido apoiaria a norma na Câmara Alta, porque, segundo o senador governista, o povo boliviano avaliará que se está trabalhando pelo bem do país. Esta lei foi proposta inicialmente por Morales em dezembro de 2007 quando a Bolívia atravessava uma tensa situação política relacionada com o processo constituinte, mas sua tramitação ficou paralisada vários meses no Senado após ser aprovada em janeiro na Câmara dos Deputados. O projeto, que finalmente contou com a unanimidade da Câmara Alta, estabelece que nesse referendo o mandato do presidente, do vice-presidente e dos nove governadores do país será revogado sempre e quando o não superar os votos obtidos por todas as autoridades no pleito naciona...

EFE |

544.374 de votos.

O senador Luis Vásquez, do Poder Democrático e Social (Podemos), que controla a Presidência do Senado, disse à Efe que seu partido, ao respaldar a norma, tomou "uma decisão política" para forçar o Executivo a um acordo com os governadores opositores.

"O presidente (Morales) tem a opção de convocar um diálogo e negociar e fazer uma gestão para todos os bolivianos, mas se não quer fazer nada, então vamos às urnas e que o povo decida se ele se fica ou se vai", assegurou.

Se o chefe de Estado promulgar a norma, o referendo deveria ser realizado nos 90 dias posteriores à decisão do presidente. EFE ja/db

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