Partido de Suu Kyi é aprovado oficialmente para eleição em Mianmar

Liga Nacional pela Democracia poderá disputar 48 cadeiras nos parlamentos nacional e regionais na votação de 1º de abril

iG São Paulo |

O partido da chefe da oposição democrática de Mianmar, Aung San Suu Kyi , recebeu nesta quinta-feira das autoridades do país a aprovação oficial para participar nas eleições legislativas parciais de 1º de abril. "A Liga Nacional pela Democracia (LND) foi autorizada como partido político em virtude da lei", informou uma autoridade do governo à AFP, informação confirmada pelo porta-voz do partido, Nyan Win.

Saiba mais: Partido de Suu Kyi disputará eleições em Mianmar

"Agora, teremos uma chance de participar oficialmente do processo democrático", comentou o porta-voz, na última etapa de um processo administrativo de vários meses, cujo resultado já não levantava mais dúvida. Na eleição, estarão em disputa 48 cadeiras nos parlamentos nacional e regionais.

A "dama", como Suu Kyi é conhecida em Mianmar, não participa das eleições democráticas de seu país desde 1989, quando foi posta sob prisão domiciliar para impedir sua candidatura nas votações legislativas do ano seguinte, nos quais sua formação ganhou com maioria absoluta. Sua relação com o poder mudou muito após a eleição de 6 de novembro de 2010 e sua libertação foi determinada uma semana depois.

Mianmar passa agora por uma fase de reformas desde a dissolução da junta militar, em março de 2011, e a formação de um governo civil, embora esteja integrado em sua maioria por antigos generais e coronéis. O governo que sucedeu à junta estabeleceu um diálogo com Suu Kyi e seu grupo. A dissidente já indicou que se candidataria, pela primeira vez em sua vida, nas próximas eleições legislativas.

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Nesta quinta-feira, durante uma entrevista para o canal britânico BBC, a prêmio Nobel da Paz exprimiu certo entusiasmo sobre as reformas em curso. "Acredito que haverá eleições plenamente democráticas enquanto estiver viva, mas não sei por quanto tempo vou viver", declarou a ícone da oposição, de 66 anos.

Questionada sobre a possibilidade de concorrer à presidência, a opositora respondeu: "Nem sei mais o que eu desejo fazer." Suu Kyi deve se reunir com o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, que está em uma visita oficial no país na esperança de reforçar o movimento de reformas impulsionadas pelo novo regime.

*Com AFP e EFE

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