Partido de Nobel da Paz conquista 40 de 45 cadeiras no Legislativo de Mianmar
Apesar de vitória de domingo, legenda da ativista Aung San Suu Kyi não tem maioria no Parlamento do país
O partido de Aung San Suu Kyi ganhou as eleições parlamentares em Mianmar com enorme vantagem, informou o comitê eleitoral do país nesta segunda-feira. A vitória pode marcar o início de uma nova era, depois de uma votação histórica que deve levar o Ocidente a aliviar sanções.
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A carismática Suu Kyi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz que liderou a luta contra o regime militar na antiga Birmânia há duas décadas e foi libertada da prisão domiciliar em novembro de 2010, terá um assento na Câmara Baixa do Parlamento.
As eleições parlamentares aconteceram após um ano de mudanças surpreendentes em um país que esteve sob o domínio do regime militar durante décadas: o governo libertou centenas de prisioneiros políticos, manteve negociações com os rebeldes de minorias étnicas, relaxou a censura à mídia e deu permissão para sindicatos comerciais atuarem.
Vitória com minoria
Apesar da vitória expressiva, a LND será minoria no legislativo nacional de Mianmar. Os 35 assentos na Câmara Baixa e as três cadeiras no Senado representam menos de 6% dos 664 assentos em ambas as câmaras, embora Suu Kyi deva desempenhar um papel proeminente.
As duas outras cadeiras conquistadas são em assembleias regionais. O UEC não anunciou os vencedores dos outros cinco lugares.
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As eleições de domingo foram as primeiras da LND desde 1990, quando derrotou o partido dos militares em uma eleição para uma assembleia de elaboração da constituição. A junta ignorou o resultado na época.
Nesta segunda-feira, o Partido para Desenvolvimento e Solidariedade da União (USDP), que foi formado pela junta militar que cedeu o poder há um ano e continuará sendo o maior partido no parlamento, não fez comentários sobre a vitória da LND.
Os Estados Unidos e a União Europeia haviam sugerido que poderiam retirar algumas sanções - impostas nas duas últimas décadas em resposta a violações de direitos humanos - se a eleição fosse livre e justa. A retirada das sanções poderia desencadear uma onda de investimentos no país rico em recursos, que faz fronteira com Índia e China.
*Com Reuters