Partido de Merkel perde votos em eleições regionais

Berlim, 30 ago (EFE).- A União Democrata-Cristã Alemã (CDU) da chanceler Angela Merkel sofreu hoje uma forte queda de votos nas eleições regionais da Turíngia e do Sarre, onde ficou muito abaixo da maioria absoluta que tinha, em eleições-chave a um mês das gerais de 27 de setembro.

EFE |

Nos dois estados, onde até agora governava sozinho, a CDU teria caído mais de dez pontos e ficaria entre 30% e 35%, segundo as pesquisas de boca-de-urna da rede pública "ZDF" no fechamento dos colégios eleitorais.

No terceiro estado em disputa, a Saxônia, onde liderava uma coalizão com os social-democratas, os conservadores perderam um ponto, para 40,5%.

O Partido Social-Democrata (SPD) do aspirante à Chancelaria e ministro de Exteriores Frank-Walter Steinmeier subiu ligeiramente na Turíngia e se manteve aproximadamente nos mesmos níveis das regionais de 2004, tanto no Sarre quanto na Saxônia.

Esses resultados abrem a possibilidade de uma substituição no poder a favor de uma aliança entre social-democratas e a legenda A Esquerda, tanto na Turíngia quanto no Sarre, neste caso, contando com os Verdes.

A Esquerda, que reúne os pós-comunistas e a dissidência do SPD em torno de seu ex-presidente Oskar Lafontaine, apareceu hoje como vencedora moral, já que, de força extraparlamentar no Sarre passou a obter 20%, enquanto, na Turíngia, continua como segunda força (após a CDU), com 26%.

O Partido Liberal (FDP), ao qual as pesquisas indicam como possível novo sócio de Merkel após as gerais, somou pontos no Sarre e na Saxônia, e conseguiu entrar no Parlamento da Turíngia.

Fazer parte de um Governo no oeste, como o Sarre, seria um marco para esse partido, até agora um parceiro nas coalizões dessa metade do país por reunir em suas fileiras os pós-comunistas, herdeiros do regime germânico-oriental.

Para o SPD, é uma tentação, já que lhe permitiria arrebatar esse estado da CDU na reta final para as gerais, no momento em que seu candidato Steinmeier está nas pesquisas entre 14 e 15 pontos abaixo de Merkel na corrida pela Chancelaria.

Steinmeier descartou a possibilidade de uma aliança com A Esquerda em escala federal, devido às diferenças insolúveis com essa formação, especialmente em matéria de Exteriores, mas deu carta branca a seus líderes regionais para negociar uma coalizão em seus respectivos länder (estados federados).

Para o SPD, qualquer colaboração com esse partido implica em riscos, não só pela presença dos pós-comunistas em suas filas, mas também devido à própria figura de seu líder.

Lafontaine sacudiu o SPD em 1999 com sua dupla renúncia, como presidente do partido e ministro das Finanças do primeiro Governo de Gerhard Schröder, em desacordo com a linha centrista deste. EFE gc/an

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