Partido de Israel aprova retomada de colônias na Cisjordânia

Likud, do premiê Benyamin Netanyahu, apoia continuidade de colonização no território palestino após fim da moratória, em setembro

iG São Paulo |

O Comitê Central do Likud, partido conservador do primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, aprovou nesta quinta-feira, por unanimidade, a continuidade da colonização no território palestino da Cisjordânia após o fim do congelamento decretado até 26 de setembro, segundo um comunicado oficial.

AP
Premiê israelense, Benyamin Netanyahu (09/06/2010)
"O Comitê Central do Likud aprovou por unanimidade o prosseguimento da construção e desenvolvimento na Judeia-Samaria (Cisjordânia)", indicou o comunicado. "É favorável à continuação da construção em todo Eretz Israel (Terra de Israel), em especial em Negev e na Galileia, na Grande Jerusalém e na Judeia-Samaria", acrescentou o texto.

Os cerca de 2,5 mil membros do Comitê Central do Likud (direita) se reuniram em Tel Aviv para aprovar a moção. Netanyahu, que se encontrará com o presidente americano, Barack Obama, em 6 de julho na Casa Branca, não estava presente na votação em Tel Aviv, assim como a maioria de seus ministros.

O chefe de governo israelense havia decretado em novembro o congelamento da colonização por dez meses, sob pressão dos EUA, com o objetivo de facilitar uma retomada das negociações com a Autoridade Palestina Palestina (ANP) de Mahmud Abbas, bloqueadas desde a ofensiva israelense na Faixa de Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

A ANP suspendeu o processo de paz com Israel por causa da ofensiva em Gaza e condicionava qualquer reatamento do diálogo à possibilidade de Israel cessar totalmente a expansão colonial não só na Cisjordânia, mas também em Jerusalém Oriental, onde tem a intenção de estabelecer sua capital.

O presidente do Parlamento israelense, Reuven Rivlin, disse à imprensa confiar em que a decisão não será considerada uma provocação, "como se o Likud estivesse provocando o mundo inteiro", disse, confirmando a posição tradicional de seu partido de que "os judeus podem assentar-se em todas as partes de Israel", em referência a territórios que incluem a Cisjordânia e Jerusalém.

Ataques com morteiros

Doze morteiros foram disparados nesta quinta-feira da Faixa de Gaza, com sete deles caindo em território israelense, sem deixar feridos, informou uma porta-voz do Exército de Israel. "Os disparos não deixaram feridos nem danos", completou.

Centenas de foguetes e morteiros foram lançados de Gaza em direção a Israel desde o início do ano, segundo o Exército. O número de disparos, no entanto, diminuiu consideravelmente desde a ofensiva desde janeiro de 2009 no território, que desde 2007 está sob controle do grupo radical islâmico Hamas.

*Com EFE e AFP

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