Partido de extrema-direita sul-africano acusa CNA por assassinato de líder

Johanesburgo, 4 abr (EFE).- O partido de extrema-direita sul-africano Movimento de Resistência Africâner (AWB) responsabilizou o governante Congresso Nacional Africano (CNA) e o dirigente da ala jovem da legenda, Julius Malema, pelo assassinato do líder do AWB, Eugene Terreblanche.

EFE |

Em declarações à agência de notícias sul-africana SAPA, o secretário-geral do WB, Andre Visagi, disse que "haverá vingança".

"Vamos terminar os preparativos para o funeral (de Terreblanche) e depois teremos uma conferência em 1º de maio em Pretória, onde decidiremos quais ações adotaremos como vingança pela morte de Terreblanche", afirmou Visagi.

"A morte de nosso líder esta diretamente relacionada à música 'mate o bôer', de Julius Malema", destacou Visagi.

Segundo o secretário-geral do AWB, nem o CNA, nem o presidente da África do Sul e líder do partido, Jacob Zuma, "pararam" Malema apesar da decisão judicial que o proibiu de cantar a música, considerado como "discurso de ódio" pelo Tribunal Superior de Pretória.

"Ele insiste em continuar com o discurso de ódio ao cantar 'mate o boer' e isso significa que o Governo aprova o que diz", disse Visagi.

Segundo o dirigente do AWB, a lei diz que "todos têm direito à vida, mas está claro que isto não tem significado para os brancos na África do Sul".

O funeral de Terreblanche, de 69 anos, deve acontecer na quinta-feira ou na sexta-feira, de acordo com Visagi.

Mais cedo hoje, Zuma e a líder da oposição local, Helen Zille, pediram calma para evitar a violência e o aumento da tensão racial após o assassinato de Terreblanche.

Em comunicado divulgado hoje, Zuma alerta para possíveis "agentes provocadores que aproveitem esta situação para incitar ou alimentar o ódio racial".

Já Zille diz que "o assassinato de Terreblanche inevitavelmente polarizará e inflamará as paixões na África do Sul, em um momento no qual as tensões já são muito altas".

Terreblanche apareceu morto com marcas de espancamento e golpes de machete em sua fazenda na cidade de Ventersdorp, na Província Noroeste da África do Sul.

A Polícia acusou um homem de 21 anos e um menor de 15 pelo crime.

Ambos declararam que tinham discutido com Terreblanche porque este não lhes teria pagado por seu trabalho. EFE cho/bba

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