Partido da Nobel da Paz Suu Kyi será dissolvido em Mianmar

Bangcoc, 6 mai (EFE).- A Liga Nacional pela Democracia (LND), partido da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, será dissolvido nesta quinta-feira por sua rejeição a participar das eleições que a Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) planeja realizar no fim do ano, confirmou a oposição.

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Bangcoc, 6 mai (EFE).- A Liga Nacional pela Democracia (LND), partido da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, será dissolvido nesta quinta-feira por sua rejeição a participar das eleições que a Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) planeja realizar no fim do ano, confirmou a oposição. O fim da formação, que venceu as eleições do país em 1990 - cujos resultados nunca foram reconhecidos pelos militares - é justificado pela entrada em vigor de uma nova lei, nesta quinta-feira, que estabelece a dissolução de todos os partidos que não se inscreveram no registro eleitoral. Nyan Win, porta-voz da LND, confirmou que a legenda que resistiu à forte pressão do regime militar durante duas décadas deixa de existir, e há planos de continuar batalhando nos tribunais para evitar seu desaparecimento. "A Corte Suprema nos enviou ontem (quarta-feira) uma mensagem na qual nos anunciava que tinha rejeitado nosso pedido contra a dissolução do partido", apontou Win. A LND considerou ilegal a lei eleitoral que obriga uma formação política a expulsar de suas fileiras um membro que cumpra uma pena de prisão. Essa disposição afeta os quase 2.200 birmaneses presos por motivos políticos, incluindo Suu Kyi, quem cumpre 18 meses de prisão domiciliar. A formação, que teve Suu Kyi entre os responsáveis por sua fundação, em 1988, solicitou em abril à alta magistratura que reconhecesse o resultado das eleições parlamentares de 1990, vencidas com 82% dos votos e que a nova lei eleitoral anula. A primeira formação da oposição democrática de Mianmar decidiu que não se registraria para não ter de expulsar a Nobel da Paz. A ONU e diferentes Governos pediram à Junta Militar que libertem a todos os presos políticos, que permita a Suu Kyi participar das eleições e que realize eleições livres e justas se quiserem o reconhecimento internacional. Mianmar é governado por uma ditadura militar desde 1962. EFE mfr/fm

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