Partido Comunista chinês destituirá dirigentes que não controlarem protestos

Pequim, 13 jul (EFE).- O governante Partido Comunista da China (PCCh) divulgou normas de exigências aos altos cargos nas quais ameaça com a destituição daqueles que manejem incorretamente protestos maciços ou acidentes, exacerbando a situação.

EFE |

As normas foram publicadas uma semana depois que protestos de uigures muçulmanos acabaram em violência contra chineses da etnia han (majoritários no país), iniciando quatro dias de violência que se deixaram 184 mortos e mais de 1.600 feridos.

A inadequada resposta a protestos maciços é um dos pontos pelos quais "os altos cargos deverão ser retirados de seus postos", e também se ameaça com cessações em casos como "a tomada de decisões erradas que causem grandes perdas" ou "ondas de acidentes causados por uma conduta equivocada".

Com a nova diretiva, dirigida principalmente a líderes provinciais e locais, os órgãos centrais do PCCh extremam as exigências para seus subordinados, em um ano complicado por causa da comemoração em outubro do 60º aniversário da República Popular China.

Os conflitos étnicos em regiões como Tibete e Xinjiang, unidos aos problemas trabalhistas e sociais derivados da desaceleração econômica da China, produziram nos últimos meses um aumento dos protestos no país, alguns deles com mortos e feridos, como nos casos de Lhasa (março de 2008) e Urumqi.

Os cidadãos chineses se queixam frequentemente pelo inadequado manejo dos protestos por parte das forças de segurança, algo que ocorreu na semana passada em Urumqi. EFE abc/ma

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