Partido colombiano inicia campanha contra Chávez e Correa

BOGOTÁ (Reuters) - Um partido político colombiano, da base governista, iniciou nesta quarta-feira uma campanha publicitária contra os presidentes da Venezuela e do Equador, convidando-os, por meio de outdoors e panfletos, a serem mais solidários com seu vizinho no combate à guerrilha. Os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Rafael Correa, de Equador, têm sido publicamente críticos ao colega colombiano, Alvaro Uribe, por conta das operações e planos conduzidas por Bogotá na luta contra a guerrilha. Caracas e Quito veem muitas dessas ações como ameaça a sua própria segurança.

Reuters |

"Que Chávez e Correa abram os olhos ante a insolidariedade que têm tido na luta da Colômbia contra as Farc", disse à Reuters senador do Partido de la U (Partido Social da Unidade Nacional) Armando Benedetti, que apoia o governo de Uribe.

Benedetti acrescentou que ordenou a instalação dos outdoors. Chávez e Correa aparecem nas peças publicitárias com os olhos fechados, sob a legenda "ei! abra os olhos".

Seis grandes outdoors foram instalados nesta quarta em pontos estratégicos de avenidas movimentadas de Bogotá. Outros quatro serão instalados nos próximos dias.

"Não entendem o sofrimento que a Colômbia suporta por culpa das Farc: assassinatos, massacres, sequestros, órfãos, viúvas. Queremos gerar apoio ao governo Uribe", acrescentou Benedetti.

Chávez e Correa têm sido acusado por Bogotá de manter supostos vínculos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo guerrilheiro considerado como uma organização terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

Os dois presidentes negam vínculo ou apoio à guerrilha e se dizem interessados apenas na paz do país vizinho e em uma negociação que ponha fim ao conflito interno que já dura mais de 45 anos.

A campanha publicitária, que também distribuirá milhares de panfletos, foi lançada em meio a uma nova crise entre Colômbia e Venezuela deflagrada pela decisão do governo Uribe de firmar um acordo militar com os Estados Unidos para combater o narcotráfico e o terrorismo, que prevê o uso de até sete bases militares colombianas por tropas norte-americanas.

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