Partidários do presidente da Mauritânia dizem que militares estão mentindo

Nuakchott, 7 ago (EFE).- A Frente Nacional de Defesa da Democracia, partidária do detido presidente da Mauritânia, Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi, disse hoje em comunicado que o compromisso expressado pelos militares de organizar novas eleições é uma fraude camuflada para confiscar a vontade do povo.

EFE |

O Conselho de Estado, presidido pelo general Mohammed Ould Abdelaziz (chefe da Guarda Presidencial) e formado por outros dez militares de alto escalão, afirmou em mensagem exibida pela TV estatal que as eleições, que não tiveram data divulgada, serão realizadas de forma "livre e transparente".

O comunicado da Frente acrescentou que estes "são os mesmos militares que no passado expressaram compromissos similares", em alusão ao golpe de Estado de agosto de 2005 contra o presidente Maaouya Ould Sidi Ahmed Taya, quando os generais se comprometeram a organizar eleições livres para devolver o poder aos civis.

No comunicado, a Frente também diz que Abdalahi, que continua detido pelos militares, é o "presidente legítimo da República Islâmica da Mauritânia", e pediu às Forças Armadas que retornem a "seus quartéis" e respeitem o "espírito republicano".

O comunicado fez um pedido "às instituições internacionais para exijam o retorno à legalidade constitucional" e condenou "as detenções arbitrárias de cidadãos e o fechamento da sede do partido Pacto Nacional pela Democracia e o Desenvolvimento (PNDD-ADIL)".

A Frente é integrada pelo PNDD-ADIL, pela Aliança Popular Progressista (APP), pelo islâmico Tawassoul e pela União de Forças do Progresso (UFP), alguns dos grupos cujos militantes foram dispersos hoje pela Polícia enquanto protestavam a favor de Abdalahi.

O general Abdelaziz disse que as forças de segurança continuam do lado dos cidadãos em busca da solução de seus problemas.

Este segundo protesto tinha sido convocado na última quarta por dezenas de parlamentares dissidentes do PNDD-ADIL, dirigido pelo próprio primeiro-ministro mauritano, Yahya Ould Ahmed el-Waghef, que continua detido junto com Abdalahi. EFE mo/wr/fal

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