Partidários de Zelaya não estão satisfeitos com o relatório da CIDH

Tegucigalpa, 22 ago (EFE).- Os partidários do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, não estão satisfeitos com o relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre as violações nesse campo desde o início da atual crise política do país, em 28 de junho.

EFE |

Tal opinião foi expressada à Agência Efe por Sergio Rivera, um dos líderes do movimento de resistência popular que exige a restituição de Zelaya no poder.

Segundo Rivera, a CIDH fez seu trabalho muito rápido e, por isso, "milhares de casos de violações aos direitos humanos não foram documentados".

"Faltou documentar violações aos direitos de movimento e à integridade de muitas pessoas, entre outras, assim como quatro desaparecimentos na região de Alauca", na fronteira com a Nicarágua, disse Rivera.

Segundo o ativista, o movimento de resistência popular analisará hoje em uma assembleia o relatório da CIDH e dará uma resposta ao documento apresentado ontem à noite em Tegucigalpa pela entidade, que faz parte da estrutura da Organização dos Estados Americanos (OEA).

"Não estamos satisfeitos com o relatório, falta obter mais informações", ressaltou Rivera, que disse não ter muitas esperanças em relação à chegada a Honduras, na segunda-feira, de uma missão de chanceleres da OEA.

Os diplomatas farão uma segunda tentativa de restituir Zelaya no poder com base no Acordo de San José, impulsionado pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias.

"Não há muitas expectativas de que a OEA abra algum caminho, porque não vemos nenhuma atitude dos golpistas rumo à busca de uma solução política negociada para a crise que o país vive", enfatizou Rivera. EFE gr/bba

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