Bangcoc, 19 jun (EFE).- Dezenas de partidários da líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi desafiaram hoje a Junta Militar e festejaram o 64º aniversário da Nobel da Paz, trancafiada em uma prisão de Yangun.

Apesar da grande presença de soldados, membros da Liga Nacional pela Democracia (LND), liderada por Suu Kyi, ofereceram ao amanhecer alimentos aos monges budistas bonzos, venerados pelos birmaneses e que em 2007 lideraram as manifestações a favor da democracia que foram dissolvidas com violência pelas forças de segurança.

Vestidos com camisetas com o retrato da ativista, seus aliados se concentraram depois em frente à sede da LND para lançar ao ar balões coloridos e pombas simbolizando a paz.

Pelo sexto ano consecutivo, Aung San Suu Kyi celebrou seu aniversário privada de liberdade, desta vez na prisão de segurança máxima de Insein, onde almoçou com os guardas que vigiam sua cela, segundo seu advogado, Nyan Win.

Líderes mundiais e famosos participam de uma campanha na rede social "Facebook" e em outros sites para pedir a libertação da líder opositora birmanesa.

O ator Brad Pitt, o cineasta Steven Spielberg, o religioso sul-africano Desmond Tutu e o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, entre outros, deixaram mensagens a favor da ativista, que passou 14 dos últimos 20 anos sem liberdade de movimento.

Suu Kyi é julgada desde o mês passado por supostamente ter violado os termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003, um crime punido com até cinco anos de prisão.

Ela foi acusada de descumprir os termos de sua detenção quando permitiu que o americano John William Yettaw dormisse em sua casa.

O julgamento da Nobel da Paz de 1991 começou poucos dias antes do fim de sua mais recente prisão domiciliar. EFE grc/mh

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