Partidários de Putin realizam comícios e manifestações na Rússia

Protestos ocorreram em cidades como Vladivostok, Saratov, Volgogrado, São Petesburgo, onde mais de 60 mil pessoas se reuniram

EFE |

 Os partidários do atual primeiro-ministro russo e candidato à presidência no pleito do próximo dia 4 de março, Vladimir Putin, realizaram neste sábado comícios e manifestações em todo o país sob o lema "Pela Grande Rússia".

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Em geral, todos os atos, que segundo os movimentos opositores foram convocados pelas administrações das empresas, não estiveram vinculados à promoção do candidato, que desponta como favorito nas próximas eleições, e preferiram concentrar-se em palavras de ordem pedindo "estabilidade".

A primeira concentração aconteceu em Vladivostok, às margens do Pacífico e separada da parte europeia da Rússia por seis horas de diferença. A Federação de Sindicatos regional, herdeira das uniões profissionais verticais da época soviética, e outras organizações que fazem parte da Frente Popular da Rússia, criada por Putin, conseguiram reunir três mil pessoas, segundo dados da Polícia.

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Partidários de Putin decoram seus carros com imagens do primeiro-ministro

Liderados pelo governador Sergei Darkin, que exibia em sua bochecha esquerda as barras azul, branca e vermelha da bandeira russa, os oradores destacaram as "mudanças positivas produzidas na última década no âmbito social e na política externa".

Manifestações similares aconteceram nas cidades de Khabarovsk, Irkutsk, Novosibirsk, Saratov, Volgogrado, Nizhni Novgorod e São Petersburgo, onde mais de 60 mil pessoas estiveram concentradas para apoiar Putin.

Enquanto isso, em Moscou, os protagonistas da jornada foram os ultranacionalistas, pois, após um comício autorizado, duas centenas de encapuzados se dirigiram rumo ao centro da capital, agredindo pelo caminho os transeuntes "de aspecto não eslavo". Como resultado, vários emigrantes de Ásia Central ficaram feridos e a Polícia deteve cerca de 100 radicais.

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