Partidários de Mugabe comemoram rejeição pela ONU de sanções contra o regime

O governo do Zimbábue comemorava neste sábado a rejeição pela ONU de um projeto de resolução incluindo sanções contra seus dirigentes.

AFP |

"O veto nas Nações Unidas é uma vitória diplomática histórica, não apenas para o Zimbábue, mas também para o resto da África", comentou o ministro da Informação, Sikhoanyiso Ndlovu, contactado por telefone pela AFP.

"Queremos agradecer aos países que nos apoiaram na ONU, e lhes dizer que não vamos decepcioná-los e que vamos resolver nossos problemas nós mesmos", acrescentou.

A China e a Rússia vetaram sexta-feira um projeto de resolução redigido pelos principais países ocidentais após a polêmica reeleição, em 27 de junho, de Robert Mugabe, no poder desde 1980.

Por sua vez, a oposição zimbabuana se limitou a constatar em comunicado que "o Conselho de Segurança reconheceu a magnitude dos problemas encontrados pelo Zimbábue". Poder e oposição reiniciaram as discussões esta semana.

O principal partido de oposição, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), pediu à União Africana (UA) que intervenha no processo de mediação com o regime, atualmente conduzido por Pretoria em nome da África Austral.

O presidente sul-africano Thabo Mbeki, que sempre defendeu uma "diplomacia discreta" com o país vizinho, foi acusado várias vezes pela MDC de complacência com o regime de Mugabe.

A África do Sul, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, votou contra o projeto de resolução. "Impor sanções teria tido conseqüências negativas sobre o processo atual de diálogo", justificou neste sábado a chancelaria sul-africana.

A África do Sul recebeu um caloroso agradecimento de Harare. Ndlovu chegou a qualificar Mbeki de "líder por excelência" que "não cedeu à pressão internacional e à manipulação ocidental".

bur/yw

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