Partidários de McCain acusam Obama de apelar para questão racial

Por Steve Holland RACINE, EUA (Reuters) - Assessores do candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, acusaram na quinta-feira o democrata Barack Obama de usar a questão racial para responder a um anúncio de campanha que o criticou.

Reuters |

A disputa entre McCain e Obama, que chega ao fim nas eleições de 4 de novembro, adquiriu ares negativos nesta semana quando o comitê do republicano veiculou um anúncio de TV identificando no democrata uma celebridade semelhante a Britney Spears e Paris Hilton.

Em resposta, Obama disse que McCain tentava assustar os eleitores afastando-os dele.

'O que eles estão dizendo é algo do tipo: 'Bem, sabemos que nós não somos lá grandes coisas, mas vocês não podem correr o risco de eleger Obama. Vocês sabem: ele é novo, não se parece com os outros presidentes das notas de dólar e tem um nome estranho'. Ou seja, esse é basicamente o argumento -- ele representa um risco muito grande', disse o democrata em Missouri.

Obama, cujo pai era queniano, pode se transformar no primeiro presidente negro dos EUA. Das notas de dólar, constam apenas homens brancos, a maioria deles ex-presidentes.

'Barack Obama apelou para a questão racial, e ele desenterrou-a do fundo do baú. Ela é divisora, negativa, vergonhosa e errônea', afirmou o chefe do comitê de campanha de McCain, Rick Davis, em uma declaração enviada aos meios de comunicação.

O republicanos também defenderam o anúncio veiculado na TV, que chamou muita atenção, e disseram que os democratas exageravam em sua reação.

'O anúncio trata da empolgação que ele (Obama) gera, e isso é muito mais parecido com a empolgação gerada por uma celebridade do que por um político normal', afirmou ao canal MSNBC Nicolle Wallace, assessora de McCain.

Mas Robert Gibbs, assessor de Obama, afirmou ao programa 'Today', da NBC, que o republicano 'vem realizando uma campanha cada vez mais desrespeitosa'.

'Obviamente, o comitê de campanha de McCain decidiu que a única forma de ganhar esta eleição é tornar a disputa muito pessoal e muito agressiva. Acreditamos que as pessoas verão nisso mais um capítulo das mesmas e antigas táticas políticas e do mesma postura adotada nos últimos oito anos', afirmou.

Os dois candidatos, que disputam a sucessão do presidente George W. Bush, prometeram realizar campanhas desprovidas dos ataques negativos e dos insultos que marcaram algumas das batalhas presidenciais recentes.

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