Partidários de Ahmadinejad e de Mousavi medem forças em Teerã

TEERÃ - Partidários de Mahmoud Ahmadinejad voltaram às ruas da capital do Irã nesta terça-feira, dia em que seu principal adversário, Mir Hossein Mousavi, pediu aos que contestam a reeleição do presidente a permanecer em casa, para evitar mais violência após a morte de sete civis em protestos realizado na véspera.

Redação com agências internacionais |


Em meio à tensão crescente, as autoridades iranianas proibiram a imprensa estrangeira de cobrir, além das manifestações ilegais, qualquer acontecimento que não esteja no "programa" do ministério da Cultura e do guia islâmico.

A televisão do Estado mostrou imagens de vários milhares de pessoas no centro da cidade, em uma manifestação pró-governo que apresentou como "marcha da unificação". "Como vocês veem, há pessoas de toda a espécie aqui", diz um comentarista, sem mostrar jamais um close de um dos participantes.

Durante a transmissão televisiva apenas foram mostrados planos fechados, que não permitiam saber qual o real tamanho da concentração na praça de Valy-e Asr, situada no centro de Teerã e epicentro da manifestação.

Depois da passeata dos partidários de Ahmadinejad, os organizadores acusaram "os inimigos, principalmente Estados Unidos, Grã-Bretanha e Israel" de "intrometer-se nos assuntos iranianos, de conspirar contra o governo e de oferecer apoio aos grupos inimigos na mídia, tentando alimentar o caos na República Islâmica".


TV estatal exibe imagens do ató pró-Ahmadinejad / AFP


Os apoiadores de Mir Hossein Mousavi também realizaram uma manifestação, que a imprensa estrangeira não foi autorizada a cobrir.

Segundo os jornalistas iranianos que acompanharam os eventos, vários partidários de Mousavi desfilaram pacificamente pela avenida Valy-e Asr, principal via da cidade, em direção à praça de Vanak, no norte da capital. As testemunhas afirmam que, como na segunda-feira , as filas se estendiam por vários quilômetros.

Quase em silêncio, levantavam os braços e faziam o sinal da vitória, enquanto carregavam cartazes brancos com o nome do candidato reformista que denunciou fraude nas eleições da última sexta-feira.

Mir Hossein Mousavi havia pedido, no entanto, que seus apoiadores ficassem em casa para "evitar a armadilha de confrontos planejados", segundo seu assessor Abolfazl Fateh.

Na véspera, sete civis foram mortos, segundo a oficial Radio Payam, após tomarem uma base da milícia radical islâmica do bassidj, particularmente odiada pelos manifestantes.

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