Iodo-131 achado na República Checa e em outras partes da Europa não representaria risco; agência tenta encontrar fonte da radiação

Partículas com baixos níveis de radiação foram detectadas na República Checa e em outros lugares da Europa, disse nesta sexta-feira a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que afirmou que as partículas de iodo-131 não representam um risco de saúde pública.

A agência nuclear da ONU afirmou que tenta verificar de onde as partículas vieram, afirmando não acreditar que a fonte seja a usina atômica de Fukushima , afetada pelo terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão em 11 de março . De acordo com a AIEA, primeiramente a República Checa informou de níveis de radiação mais elevados.

A autoridade de segurança nuclear checa disse que o iodo-131 vinha sendo detectado em várias estações de monitoramente desde o fim de outubro e que informou a AIEA para ver se a agência poderia identificar a fonte, segundo a Reuters.

A chefe de segurança nuclear do país, Dana Drabova, disse que o material poderia ter vazado durante produção de radiofarmacêuticos. Também segundo ela, há certeza de que o iodo não vem de uma usina atômica, afirmando haver indicações de que a fonte é do exterior.

Registros de iodo radioativo foram encontrados no norte da Alemanha, disse o ministro do Meio Ambiente. Mas os níveis eram tão baixos que mal podiam ser detectados, disse uma porta-voz citada pela Reuters, que afirmou que a radioatividade não poderia ter vindo de uma usina.

Nos dias e semanas posteriores ao acidente do Japão, quantidades minúsculas de iodo-131 supostamente de Fukushima foram detectadas em locais tão distantes quanto a Islândia e outras partes da Europa, assim como nos EUA.

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