Bogotá, 6 jul (EFE).- A participação da franco-colombiana Ingrid Betancourt na marcha pela paz convocada na Colômbia para o próximo dia 20 depende de que sejam garantidas suficientes condições de segurança.

Em declarações em Paris ao programa "As Vozes do Seqüestro", da "Caracol Radio", Betancourt disse que sua família tinha pedido que "pensasse, e estou pensando", sobre participar da marcha.

A marcha de 20 de julho, dia da Independência da Colômbia, foi proposta pela imprensa colombiana e apoiada por vários reféns resgatados, a fim de exigir a libertação de todos os que continuam em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que as autoridades calculam em mais de 700.

"Se é preciso estar aqui em 20 de julho para uma marcha para conseguir as libertações unilaterais dos outros seqüestrados, contem comigo como mais um soldado, sou um soldado desta causa e aí estarei", tinha declarado há três dias a ex-candidata presidencial colombiana, em entrevista.

Hoje, Betancourt disse que seus parentes tinham dito que "não queriam que, quando conseguimos estar juntos, de repente haja um atentado e finalmente tudo o que estávamos tocando com as mãos voasse em pedaços, que pensasse, e estou pensando".

O programa "As Vozes do Seqüestro" transmite todos os fins-de-semana mensagens de apoio dos parentes aos seqüestrados, e era um espaço que Betancourt disse ter ouvido durante seus seis anos de cativeiro.

A ex-candidata presidencial foi libertada pelo Exército colombiano junto com os americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalves, e onze militares e policiais colombianos, em uma operação do Exército colombiano. EFE gta/an

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