Parte da caça nativa de baleias na Groenlândia é vendida, diz organização

Santiago do Chile, 25 jun (EFE) - A Groenlândia comercializa em supermercados pelo menos um quarto da caça nativa de baleia, afirmou hoje um grupo ambientalista europeu em Santiago do Chile, no marco da 60ª reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBI).

EFE |

A informação foi apresentada por Lasse Bruun, encarregado de relações públicas do organismo não-governamental Sociedade Mundial de Proteção dos Animais (WSPA, em inglês), integrada por mais de cem países.

Bruun disse aos jornalistas que "pelo menos 25% das baleias caçadas são comercializadas", das 231 cuja caça é permitida para a subsistência das comunidades aborígines.

O ativista explicou ainda que a Groenlândia concentra cerca de dois terços da caça nativa em nível mundial, também autorizada às ilhas caribenhas San Vincent e St Kitts, Rússia e Alasca.

A Groenlândia, representada pelo delegado da Dinamarca, propôs na terça-feira ao plenário da CBI um aumento da cota de caça aborígine para o país, concretamente a inclusão de dez baleias jubartes cada ano.

Lasse Bruun afirmou que isso seria catastrófico porque abre um mau precedente para o futuro quanto à alocação de cotas de caça para subsistência.

Atualmente, a Groenlândia caça especialmente baleias das espécies minke e aleta.

A CBI proibiu a caça de baleias em 1986, mas estabeleceu cotas para a captura de parte de comunidades aborígines, para as quais são parte importante de sua subsistência e também permite cotas para "caça científica" a alguns países.

No entanto, Japão burlou a moratória em vigor desde 1986 com o pretexto de "caça científica" e insistiu em que há muitas espécies de cetáceos que não correm risco e que podem ser capturadas mediante uma atribuição de cotas. EFE mw/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG