Parlamento tibetano faz primeira sessão especial desde 1959

Nova Délhi, 27 out (EFE).- O Governo tibetano no exílio do norte da Índia convocou sua primeira sessão especial desde 1959, a pedido do Dalai Lama para discutir o futuro do movimento pelo Tibete, devido à falta de respostas da China, segundo confirmou hoje à agência Efe um porta-voz do líder religioso.

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"O Parlamento tibetano realizará sua sessão a partir de 17 de novembro, durante seis dias, para discutir as vias de reivindicação sobre o Tibete, em vista da falta de resposta da China no assunto", disse à Efe por telefone o porta-voz Tenzin Taklha.

A sessão especial contará com a presença de diferentes intelectuais tibetanos e tentará compreender todo o arco ideológico do movimento, o que inclui também as "seções radicais", disse o porta-voz.

Neste sábado, o Dalai Lama afirmou ter perdido a esperança de que as autoridades chinesas mudassem sua postura em relação ao Tibete, o que foi interpretado por parte da imprensa indiana como um indício de sua retirada.

"Não há nada disso", disse Taklha à Efe- "A imprensa deveria ser mais responsável. O que Sua Santidade quis dizer é que tanto ele quanto muitos tibetanos se sentem frustrados pela falta de resposta chinesa".

Até agora, o líder tibetano defendeu uma autonomia mais ampla para o Tibete, região invadida pela China na década de 1950, embora também haja setores tibetanos que reivindicam abertamente a independência.

A última sessão deste tipo do Parlamento tibetano ocorreu em 1959, quando o Dalai Lama se refugiou na Índia após a chegada a Lhasa das tropas chinesas.

Desde então, a autoridade budista liderou um Governo no exílio que tem sua sede na cidade de Dharamsala, no norte da Índia. EFE daa/jp

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