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Parlamento paquistanês condena exagerado clima belicoso com Índia

Islamabad, 24 dez (EFE).- O Parlamento paquistanês condenou hoje de forma unânime o exagerado clima belicoso criado com a Índia após os ataques terroristas de Mumbai, assim como as infundadas acusações contra o Paquistão.

EFE |

Em uma resolução, os legisladores paquistaneses fizeram um apelo à Índia para "responder às propostas construtivas feitas pelo Governo do Paquistão", como, por exemplo, a oferta de fazer uma investigação conjunta sobre os atentados.

"A Assembléia Nacional do Paquistão condena as acusações infundadas dirigidas precipitadamente contra o Paquistão", afirma a resolução, de acordo com o site da emissora privada "Dawn".

A Índia afirma que um comando de dez terroristas paquistaneses atacou a capital financeira do país, matando 179 pessoas, e exigiu do Paquistão uma ação enérgica contra os grupos que atuam em seu território.

Após uma semana de debate sobre segurança nacional, o Parlamento paquistanês observou hoje que os atentados refletem o fracasso dos serviços de inteligência da Índia, mas reiterou o desejo do Paquistão de trazer a paz e a estabilidade ao Sul da Ásia e pôr fim à escalada de tensão com a potência nuclear vizinha.

Enquanto isso, o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, disse hoje que o Paquistão está atravessando um momento crucial em sua história, e ressaltou que defenderá o país "até a última gota de sangue", segundo a agência estatal "APP".

Por sua vez, o primeiro-ministro, Yousaf Raza Gillani, descartou a possibilidade de uma guerra com a Índia, mas reiterou que o país está preparado caso isso ocorra, segundo a emissora "Geo TV".

As autoridades indianas acusaram dos atentados de Mumbai o grupo terrorista paquistanês Lashkar-e-Toiba (LeT), que luta pela anexação da Caxemira indiana ao Paquistão.

No entanto, Islamabad insistiu em que não recebeu evidências concretas sobre os ataques por parte do país vizinho.

O secretário-geral da Interpol, Ronald K. Noble, assegurou na terça-feira em Islamabad que a Índia não forneceu as provas necessárias para determinar os responsáveis pelo massacre terrorista. EFE igb/db

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