Islamabad, 13 abr (EFE).- O Parlamento paquistanês aprovou hoje uma resolução de apoio ao acordo de paz que as autoridades negociam com os insurgentes talibãs no vale de Swat, norte do país, e que inclui a aplicação da sharia ou lei islâmica, informou a imprensa local.

Os legisladores de todos os partidos políticos - com exceção dos pertencentes a uma legenda nanica - votaram a favor da resolução, mas o acordo ainda deve ser ratificado pelo presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, para entrar definitivamente em vigor.

O primeiro-ministro, Yousaf Raza Gillani, tinha assegurado dias atrás que era necessário desenvolver uma estratégia nacional de consenso, motivo pelo qual o acordo devia ser submetido a discussão no Parlamento.

No entanto, uma fonte diplomática americana afirmou à Agência Efe que "Zardari quis passar ao Parlamento a batata quente do acordo", que é criticado tanto dentro do Paquistão quanto por parte da comunidade internacional.

Em fevereiro, o Governo da Província da Fronteira Noroeste (NWFP) assinou um pacto com o grupo Tehrik Nifaz Shariat-i-Muhammadi (TNSM, Movimento para o Reforço da Lei Islâmica) para aplicar a sharia na divisão de Malakand, que inclui Swat, com condição de conseguir a paz no vale.

Embora no vale prevaleça uma trégua indefinida entre insurgentes e o Exército, desde fevereiro continua havendo episódios de violência, e o presidente paquistanês evitou, durante este tempo, ratificar o acordo. EFE igb/db

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