Parlamento Pan-africano: Não há condições para segundo turno no Zimbábue

Johanesburgo, 7 mai (EFE) - Representantes do Parlamento Pan-africano afirmaram hoje que as autoridades eleitorais do Zimbábue perderam o controle do processo e acreditam que não há condições para um segundo turno presidencial. O Parlamento Pan-africano, com sede em Midrand (África do Sul), analisou hoje o relatório da missão de observadores eleitorais que acompanhou o pleito geral do Zimbábue realizado em 29 de março. É evidente que a Comissão Eleitoral do Zimbábue já perdeu há bastante tempo o controle do processo eleitoral e sua obrigação constitucional está seriamente comprometida, diz o relatório da missão. O documento cita, entre outros motivos, o mistério que rodeou o resultado das eleições presidenciais, que só foi divulgado mais de um mês após a votação, e a heterodoxa apuração (parcial) de votos antes de se conhecer os resultados. Nas eleições de 29 de março, a oposição conseguiu a maioria no Parlamento e, na disputa presidencial, os dados oficiais indicam que será necessária a realização de um segundo turno, porque nenhum dos candidatos obteve a maioria dos votos mais um. No entanto, o oposicionista Movimento por Mudança Democrática (MDC) afirma que os dados que possui indicam que seu candidato presidencial, Morgan Tsvangirai, obteve votos suficientes para se proclamar vencedor sem a necessidade de segundo turno. Depois da eleição, a oposição e organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram que aumentou a repressão do regi...

EFE |

Em seu relatório, a missão de observadores eleitorais pede à UA e à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, em inglês), que acompanhem de perto o processo eleitoral do Zimbábue.

De Adis-Abeba, a UA expressou hoje em comunicado a necessidade de um eventual segundo turno que seja realizado de forma "livre, transparente, tolerante e não violenta". EFE ag/wr/db

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