Parlamento latino-americano reitera críticas à lei de imigração da UE

Estrasburgo (França), 1 out (EFE).- A secretária-geral do Parlamento latino-americano, a senadora argentina Sonia Escudero, afirmou hoje, em referência à diretiva de retorno da União Européia (UE), que a solução para as correntes migratórias não é a prisão.

EFE |

Após participar da Comissão de Migrações, Refugiados e População da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa, Escudero disse à Agência Efe que as migrações são "naturais do homem" e que, por isso, é necessário que a diretiva de retorno "se flexibilize".

Como maneira de flexibilizar a migração, apontou que se deve facilitar a aquisição de cidadania a filhos e netos de espanhóis e italianos.

Escudero relacionou o problema migratório na América Latina com assuntos como a política agrária comum e o acesso aos mercados.

Em seu discurso perante a comissão, a senadora argentina pediu uma revisão da diretiva, caso contrário, segundo ela, "a atitude européia terá um enorme impacto no aumento da pobreza".

"Flexibilizando as leis migratórias, facilitamos que a migração seja legal", já que "quando são mais estritas, aumenta" o deslocamento ilegal de pessoas.

Da mesma forma que se expressou na segunda-feira passada perante o plenário o presidente do Parlamento Latino-americano, Jorge Pizarro, a senadora argentina disse não compreender "a atitude européia de criminalizar a imigração".

Segundo ela, "durante cinco séculos, a América Latina absorveu a migração da Europa e agora começa a migração outra vez". EFE ja/rr

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