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Parlamento iraniano pede castigo máximo para culpados pelos distúrbios

Teerã - O Parlamento iraniano pediu nesta terça-feira (29) o máximo castigo possível para os responsáveis pelos distúrbios e confrontos de domingo em Teerã entre as forças de segurança e grupos de opositores, informou a televisão iraniana em árabe Alalam.

EFE |

    Segundo a fonte, os deputados condenaram os "deploráveis comentários" do Ocidente a respeito e tacharam de "antirreligiosos e antirrevolucionários" os que causaram os distúrbios, nos quais oito pessoas morreram, segundo números oficiais.

    "O Parlamento quer que o Poder Judiciário e os corpos de inteligência detenham aqueles que insultaram a religião e lhes imponham o castigo máximo", disse o presidente da Câmara, Ali Larijani, segundo a informação oferecida pelo site "Alalam".

    Além disso, pediu que os líderes da oposição reformista "se afastem do caminho" daqueles que se inclinaram para os distúrbios.

    "Esperamos que estes cavalheiros que protestaram contra as eleições despertem e se afastem, claramente, do caminho deste movimento mal-intencionado e não façam novas declarações", acrescentou Larijani, citado também pela agência "Ilna".

    Da mesma maneira, a Câmara criticou a postura do presidente americano, Barack Obama , e lhe pediu que não tentasse intervir nos assuntos internos do Irã.

    "Sua declaração a favor desse grupo que cometeu atos contrários à religião na Ashura (...) tem reminiscências de seu antecessor, George W. Bush", criticaram.

    Distúrbios

    No domingo passado, dia em que os xiitas celebram sua festa mais sagrada - a Ashura -, a oposição iraniana voltou a tomar as ruas para protestar contra o Governo e a atuação do regime nos últimos seis meses.

    Nos distúrbios, considerados os mais graves desde que, em junho, o presidente Mahmoud Ahmadinejad saiu eleito em polêmicas eleições cujo resultado a oposição considera fraudulento, morreram pelo menos oito pessoas, segundo números oficiais.

    Além disso, mais de 300 cidadãos foram detidos, entre eles pelo menos dez importantes ativistas da oposição reformista iraniana.

    A ação repressiva das forças de segurança iranianas foi também criticada duramente por Estados Unidos, Alemanha e União Europeia em conjunto, assim como por associações de defesa dos direitos humanos.

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