Parlamento iraniano manda ministros explicarem visita de Hollywood a Teerã

Teerã, 5 mar (EFE).- O Parlamento iraniano convocou os ministros de Relações Exteriores, Cultura e Informação para que deem explicações pela visita privada que uma delegação da Academia de Cinema de Hollywood faz atualmente a Teerã.

EFE |

Segundo o deputado Jalal Yahyazadeh, do comitê de cultura do Parlamento, "diversos membros da casa expressaram sua preocupação porque vários filmes de Hollywood insultaram o Irã".

Os ministros deverão comparecer a uma sessão de urgência convocada para domingo, 8 de março.

O presidente da Academia de Cinema de Hollywood, Sid Ganis, junto à atriz Annette Bening, o diretor e roteirista Frank Pierson e o produtor William Holber, chegaram no domingo a Teerã, convidados pela Casa do Cinema iraniano, instituição que depende do Ministério de Cultura.

Logo após chegar, enfrentaram a hostilidade do Governo conservador iraniano, e especialmente de Javad Shamaqdari, conselheiro de arte do presidente Mahmoud Ahmadinejad, que exigiu desculpas oficiais por "ofender o povo iraniano".

A ala mais conservadora do regime iraniano considera que filmes como "300" -do qual participa o ator brasileiro Rodrigo Santoro-, que recria a batalha das Termópilas entre gregos e persas, e "O Lutador", no qual se queima uma bandeira iraniana, atacam o povo do Irã.

Em uns dos seminários realizados hoje, Sid Ganis louvou a cultura persa e voltou a insistir em que nenhum filme pode prejudicar uma civilização ou uma cultura.

Ganis ressaltou que "300" se baseia em uma história em quadrinhos e que quem vai ao cinema "não está interessado em sua credibilidade".

Os Estados Unidos romperam relações diplomáticas com o Irã em 1980, ano seguinte à Revolução Islâmica, em meio ao sequestro de 52 americanos na sua embaixada em terra que durou 444 dias. EFE jm/jp

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