Parlamento iraniano estudará reduzir cooperação com a AIEA

Irã começa a discutir no domingo projeto de lei para adotar medida em retaliação à aprovação de novas sanções contra país

EFE |

O Parlamento iraniano discutirá a partir do domingo um projeto de lei para reduzir a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), confirmou nesta quinta-feira o presidente da Comissão de Segurança Nacional e Relações Exteriores, Aladdin Boroujerdi.

A decisão foi anunciada horas depois de o Irã anunciar que manterá ativo seu programa de enriquecimento de urânio apesar das novas sanções impostas na quarta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU . "O comitê começará suas deliberações no domingo para redigir uma proposta de redução da cooperação com a AIEA e apresentá-la ao Parlamento", explicou Boroujerdi.

As novas sanções, descritas pelo presidente americano, Barack Obama, como as mais fortes impostas ao Irã , foram aprovadas por 12 votos - Brasil e Turquia rejeitaram a moção, enquanto o Líbano se absteve.

O embaixador do Irã diante da AIEA, Ali Asghar Sultanieh, confirmou que seu país seguirá adiante com o desafio colocado à comunidade internacional, que exige garantias que seu programa nuclear civil não encobre, na realidade, uma ambição bélica.

"É reprovável que um número pequeno de Estados ocidentais não queiram aprender com seus erros passados. Acham que a aprovação de uma resolução contra a República Islâmica fará ela se render", ressaltou. "O Irã nunca deterá seu programa de enriquecimento de urânio", acrescentou Sultanieh, citado pela agência estatal de notícias local, "Irna".

Horas antes da aprovação, o secretário-geral do conselho de Segurança Nacional iraniano, Saeed Jalili, advertiu que "Ocidente pode escolher hoje entre o enfrentamento ou o diálogo". "O Irã depois responderá de acordo com o caminho que elejam", avisou.

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