Parlamento iraniano estuda proposta para julgar membros dos Mujahedin Khalq

Teerã, 25 jan (EFE).- O Parlamento iraniano estudará na terça-feira uma proposta de lei redigida com caráter de urgência que tem como objetivo permitir o julgamento dos membros da milícia opositora Mujahedin Khalq que tiverem cometido assassinatos.

EFE |

"Aqueles ativistas que tiverem as mãos limpas poderão voltar para casa sem problema algum, mas o resto deverá comparecer perante a Justiça e ser castigado por seus erros", advertiu o porta-voz da Comissão de Política Externa e Segurança Nacional da Câmara iraniana, Kazem Jalili.

Em declarações à agência oficial de notícias "Irna", o deputado iraniano ressaltou que, "se o Poder Judiciário demonstrar em um julgamento que cometeram delitos, então poderiam ser julgados em tribunais internacionais e extraditados através dos canais legais".

A União Europeia, no entanto, já informou que pretende excluir a milícia opositora da lista de organizações terroristas.

Isso causou irritação no Irã. O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do país, Hassan Ghashghavi, ressaltou que, com esta ação, a UE diferenciará entre terrorismo bom e terrorismo mau.

"Demonstra que há dois pesos e duas medidas", reiterou o porta-voz, que acusou a União Europeia de fazer uma política seletiva em assuntos como o terrorismo e programa nuclear iraniano.

O grupo Mujahedin Khalq (Combatentes do Povo) foi fundado em 1965 como uma organização de caráter marxista-islâmico opositora ao regime ditatorial do último Xá da Pérsia, Mohamad Reza Pahlevi.

Em 1980, após o triunfo da revolução islâmica capitalizada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, o movimento foi obrigado a fugir do Irã por divergências com o novo regime e foi acolhido pelo Governo do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein.

Assentados em uma base próxima a Bagdá, realizaram uma série de ofensivas contra a recém-instaurada República Islâmica, que incluíram ataques terroristas e o lançamento de mísseis. EFE jm/db

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