Parlamento húngaro rejeita votar dissolução

Budapeste, 23 mar (EFE).- O Parlamento húngaro rejeitou hoje votar sua dissolução e a convocação de eleições antecipadas, como tinha proposto a oposição conservadora depois que o primeiro-ministro húngaro, Ferenc Gyurcsány, anunciou no sábado passado que deixará o poder.

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Segundo o maior partido da oposição conservadora, o Fidesz, depois da decisão do primeiro-ministro, o mais lógico é organizar as eleições antecipadas para a mesma data que os europeus, em junho.

Gyurcsány anunciou no sábado que abandonará o cargo diante da impopularidade de seu Governo e os erros cometidos em política econômica, por isso se submeterá a uma "moção de censura construtiva", na qual seu próprio Partido Socialista (MSZP) nomeará o sucessor.

O atual chefe de Governo optou por esta solução e não renunciou para evitar eleições antecipadas, já que sua impopularidade faz prever uma derrota "histórica" contra o Fidesz, que alcançaria, de acordo com todas as enquetes, maioria absoluta.

Segundo o calendário, a direção do MSZP poderá decidir sobre seu candidato até 4 de abril, quando, de acordo com as leis, apresentará a "moção de censura construtiva" nomeando a pessoa que postula ao posto de chefe do Executivo.

Posteriormente, segundo o previsto, em 14 de abril, o Parlamento votará sobre a moção e o candidato, e para isso é preciso do apoio da maioria absoluta dos representantes.

Como os socialistas contam com 189 votos do total de 386, terão que conseguir o apoio de mais cinco representantes para que seu aspirante possa assumir o poder. EFE mn/an

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