Parlamento hondurenho entra em recesso e deixa decisões de peso para 2010

Tegucigalpa, 17 dez (EFE).- O Congresso Nacional de Honduras entrou hoje em recesso para as festas de final de ano e deixou a discussão de assuntos como a anistia política para os envolvidos no golpe de Estado do 28 de junho e a saída do país da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) para o ano que vem.

EFE |

As sessões do Parlamento se retomarão em janeiro, em data que deverá ser determinada por sua junta diretora, segundo fontes do Legislativo.

O presidente de fato hondurenho, Roberto Micheletti, pediu ontem ao Congresso para que ratifique o acordo executivo que ele assinou na terça-feira para retirar Honduras da Alba, integrada também por Venezuela, Cuba, Nicarágua, Bolívia, Equador e diversos países caribenhos.

O presidente do Legislativo hondurenho, Alfredo Saavedra, nomeou uma comissão de sentença para que apresente um relatório ao plenário de deputados antes de votar a iniciativa de Micheletti.

O outro assunto pendente no Congresso hondurenho é a anistia política para os envolvidos na derrubada de Manuel Zelaya, ocorrida em 28 de junho. Uma comissão legislativa analisará o tema em consulta com outros órgãos do Estado e setores sociais antes de apresentar sua sentença ao plenário.

Segundo o presidente eleito hondurenho, Porfirio Lobo, a comunidade internacional pede a aprovação dessa anistia para normalizar suas relações com Honduras, apesar de esta questão ter sido excluída do acordo assinado por representantes de Micheletti e Zelaya em 30 de outubro.

Nem a anistia política, nem a saída da Alba têm data para serem debatidas no Congresso de Honduras.

O novo Parlamento do país, escolhido nas eleições de 29 de novembro, tomará posse oficialmente em 25 de janeiro, dois dias antes de Lobo. EFE lam/bba

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