Parlamento grego ratifica Tratado de Lisboa

O Parlamento grego ratificou agora à noite o Tratado de Lisboa, aprovando o texto por maioria esmagadora, a algumas horas de um referendo na Irlanda do Norte, onde o não poderá ganhar.

AFP |

O Tratado foi ratificado por 250 votos contra 42, graças ao apoio dos conservadores da Nova Democracia e dos socialistas do PASOK.

Os comunistas do KKE, do partido de esquerda Syriza e dos nacionalistas do LAOS votaram contra, exigindo a realização de um referendo.

Para que o Tratado entre em vigor, em 1º de janeiro, os 27 países da União Européia (UE) devem ratificá-lo, mas até o momento apenas 18 Estados o fizeram.

A Irlanda é o único país da UE obrigado, por sua Constituição, a organizar um referendo sobre o Tratado, com os demais países tendo optado por um trâmite parlamentar.

Segundo as últimas pesquisas, 35% dos irlandeses votarão contra o Tratado, e 30% a favor, enquanto 28% estão indecisos e 7% não votarão.

O Tratado de Lisboa adotado pelos líderes da União Européia na reunião de cúpula realizada no dia 13 de dezembro do ano passado na capital portuguesa substitui a fracassada Constituição Européia e põe fim a mais de dois anos de crise no bloco, mas não satisfaz aos que questionam sobre o futuro da UE em pontos como sua ampliação e integração.

Organizada pela presidência portuguesa da UE, a cerimônia de oficialização do tratado foi realizada no claustro do mosteiro São Jerônimo, construção gótica que data do século XVI.

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