Parlamento georgiano aprova novo primeiro-ministro e seu Governo

Tbilisi, 6 fev (EFE).- O Parlamento georgiano, reunido em sessão extraordinária, aprovou hoje o novo primeiro-ministro do país, Nikoloz Guilauri, a composição do Governo e seu programa, intitulado Geórgia unida e sem pobreza.

EFE |

A favor de Guilauri e seu Executivo, no qual conservaram seus cargos praticamente todos os ministros do Governo anterior, se pronunciaram 106 deputados, enquanto outros oito votaram contra.

Guilauri, de 33 anos e que antes foi vice-primeiro-ministro e titular de Finanças, foi proposto ao cargo há uma semana pelo presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, em substituição de Grigori Mgaloblishvili, que renunciou por motivos de saúde.

A única mudança de estrutura no Governo é a criação de dois novos ministérios: de Desenvolvimento Regional e Infraestrutura, a cargo de David Tkeshelashvili; e de Assuntos Penitenciários, pasta assumida por Dmitri Shashkin.

A pasta de Finanças passou para as mãos de Kaja Baindurashvili, até agora número dois do ministro.

Em seu discurso perante a Câmara após a votação, Guilauri ressaltou que 2009 será para a Geórgia um ano muito difícil devido ao impacto da crise econômica global e as sequelas do recente conflito bélico com a Rússia, que ocupou as duas regiões separatistas georgianas e depois reconheceu unilateralmente sua independência.

"Não prometo que o Governo vai resolver este ano todos os problemas dolorosos, mas prometo que se fará todo o possível por conseguir nosso principal objetivo: uma Geórgia unida e sem pobreza", ressaltou o novo primeiro-ministro.

Guilauri, que estudou nos Estados Unidos, da mesma forma que Saakashvili, também ocupou anteriormente o cargo de ministro da Energia, e antes, em 2002, foi assessor da companhia elétrica espanhola Iberdrola na Geórgia.

Esta é a terceira mudança de primeiro-ministro na Geórgia nos últimos três meses, já que o anterior, Vladimir Gurguenidze, renunciou em novembro de 2008 em consequência da derrota na guerra contra a Rússia.

Seu antecessor, Zurab Nogaideli, renunciou no final de 2007 por motivos de saúde, e agora passou para a oposição.

Desde a derrota para a Rússia na guerra pelo controle da separatista Ossétia do Sul em agosto do ano passado, Saakashvili está sob grande pressão tanto por parte de Moscou, como da oposição, que exigia sua renúncia. EFE mv-se/ma

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