Parlamento Europeu votará reeleição de Barroso na quarta-feira

(atualiza dados e declarações do líder socialista no Parlamento Europeu). Bruxelas, 10 set (EFE).- O Parlamento Europeu votará na próxima quarta-feira a reeleição de José Manuel Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia, segundo determinaram hoje os líderes dos partidos políticos.

EFE |

Apesar de os socialistas e membros do Partido Verde defenderem que a Câmara comunitária espere o resultado do plebiscito irlandês sobre o Tratado de Lisboa, que será realizado no dia 2 de outubro, o peso dos grupos de centro-direita serviu para manter a votação na ordem do dia do plenário da próxima semana, de acordo com a agenda.

O presidente da Comissão Europeia debaterá seus planos para os próximos cinco anos com os deputados do bloco em Estrasburgo, na França, na próxima terça-feira, enquanto a votação sobre sua reeleição, para a qual necessita uma maioria simples no plenário, acontecerá no dia seguinte.

Barroso conta com o apoio unânime dos Governos europeus para repetir o mandato à frente da comissão, mas, até agora, encontrou dificuldades para convencer o Parlamento comunitário.

A princípio, Barroso terá apoio do maior grupo dos deputados, o conservador Partido Popular Europeu (PPE), além dos Conservadores e Reformistas.

Além disso, espera obter votos dos partidos Socialista e Liberal - segunda e terceira força, respectivamente -, divididos neste assunto e que ainda não definiram sua postura definitiva.

O líder socialista no Parlamento, Martin Schulz, reconheceu hoje as dificuldades que está enfrentando para conseguir que seu grupo determine uma postura comum e admitiu que o apoio que os líderes de Estado e de Governo socialistas deram a Barroso influi na posição de muitos de seus companheiros na Câmara comunitária.

Schulz, que considera que o apoio dos primeiros-ministros socialistas a Barroso foi um "erro", acredita que o português obterá a maioria necessária para ser reeleito na próxima semana, mas insistiu que ele deveria aceitar algumas das condições impostas pelos socialistas, para ter um apoio amplo na formação de seu Gabinete.

O presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, destacou, em comunicado, a importância do "claro sinal" enviado hoje pelos grupos políticos.

"Em tempos de crise econômica, não podemos nos permitir continuar em um vazio político. Temos que avançar e decidir se Barroso será o presidente da comissão durante os próximos cinco anos", explicou, em comunicado.

Por sua vez, a Conferência de Presidentes rejeitou hoje uma proposta dos liberais, apoiada pelos socialistas, de que Barroso tivesse que enfrentar uma segunda votação, com maioria qualificada e não simples para a eleição, caso o novo Tratado de Lisboa entrasse em vigor. EFE mvs/pd

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