Parlamento Europeu pede solução rápida para crise do Tratado de Lisboa

Estrasburgo (França), 18 jun (EFE).- O Parlamento Europeu (PE) pediu hoje aos Governos da União Européia (UE) uma solução rápida para a crise criada após o não da Irlanda ao Tratado de Lisboa que permita que o bloco enfrente os verdadeiros problemas.

EFE |

Os principais grupos defenderam a manutenção dos processos de ratificação pendentes e solicitaram aos chefes de Estado e de Governo que amanhã e sexta se reúnem em Bruxelas em uma mensagem clara neste sentido.

"Quero que este período de introspecção acabe o mais rápido possível e que possamos enfrentar os verdadeiros desafios", declarou o líder do Partido Popular Europeu (PPE), Joseph Daul.

Na mesma linha, o líder do grupo Socialista, Martin Schultz, denunciou que a UE está "ratificando textos há 8 anos", um período que passou "fechada em si mesma" e durante o qual não enfrentou alguns dos problemas que preocupam os cidadãos.

Em seu discurso, Schultz apontou os Estados-membros como os "verdadeiros responsáveis" por uma "escalada negativa" que, na sua opinião, coloca "em perigo" o processo de construção comunitária.

"Nas capitais européias, várias vezes se diz que é mérito nacional se as coisas saem bem, enquanto quando sai mal é culpa de Bruxelas", declarou.

Também não deixou de criticar a Comissão Européia (CE) e, concretamente, o comissário de Mercado Interno, o irlandês Charlie McCreevy, ao qual acusou de influir negativamente no plebiscito de seu país após afirmar para a imprensa nacional que desconhecia o texto do Tratado.

O líder socialista pediu ao presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, a destituição de McCreevy ao afirmar que declarações como esta, unidas a sua gestão do mercado interno carente de "medidas de escoramento social", estão "agravando a crise de confiança na Europa". EFE mvs/fal

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