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Parlamento Europeu condena resposta inaceitável da Rússia na Geórgia

Bruxelas, 3 set (EFE).- O Parlamento Europeu (PE) condenou hoje a resposta militar inaceitável e desproporcional da Rússia no conflito da Geórgia e no reconhecimento pelas autoridades russas da independência das regiões da Ossétia do Sul e da Abkházia.

EFE |

A Eurocâmara aprovou hoje uma resolução definida pelos grupos políticos que condena firmemente "todos aqueles que optaram pela força e pela violência para mudar a situação" na Ossétia do Sul e na Abkházia.

No entanto, a mensagem mais clara é dirigida às autoridades russas, às quais o PE lembrou que "não há nenhum motivo legítimo para que a Rússia invada a Geórgia, ocupe partes desse país e ameace derrubar o Governo de um país democrático".

Por isso, o PE pediu que cumpram "todos os compromissos" do cessar-fogo, começando pela "retirada completa e imediata de suas tropas na Geórgia" e pela "redução de sua presença militar na Ossétia do Sul e na Abkházia à força de manutenção da paz mobilizada nas duas províncias antes do conflito.

Caso a Rússia não cumpra o definido, os eurodeputados defenderam uma revisão da política européia em relação a esse país.

Neste sentido, apoiaram a decisão da cúpula da União Européia (UE) da segunda-feira passada de adiar as negociações do acordo bilateral UE-Rússia até que seja completada a retirada das tropas russas da Geórgia.

A Eurocâmara quer uma contribuição importante da UE ao mecanismo internacional para resolver o conflito, e pede aos países que considerem a possibilidade de enviar uma missão de observação complementar às da ONU e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

A resolução reconhece a "importância" da Geórgia para a melhora da segurança energética da UE, já que oferece uma alternativa à rota russa para o trânsito de gás e petróleo rumo à Europa, por isso considera "essencial" proteger as infra-estruturas existentes nesse país.

Também pede que a UE fortaleça sua política de cooperação com os países do Mar Negro, com idéias como criar uma zona de livre-comércio com Geórgia, Ucrânia e Moldávia.

Além disso, insiste em que a cooperação entre a UE e a Rússia no sul do Cáucaso não deve se basear em zonas de influência mutuamente excludentes.

O PE pediu também que a Rússia e a Geórgia ofereçam informações sobre as zonas em que suas Forças Armadas possam ter lançado bombas de fragmentação, a fim de retirá-las e evitar vítimas entre a população civil.

Além disso, os eurodeputados pediram uma investigação internacional urgente para esclarecer os fatos e certas acusações.

EFE rcf/an

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