Parlamento escocês critica libertação de condenado por atentado de Lockerbie

Londres, 2 set (EFE).- O Parlamento da Escócia aprovou hoje uma moção que critica a decisão do Governo autônomo nacional de libertar o líbio Abdelbaset Ali Mohammed Al Megrahi, condenado pelo atentado de Lockerbie, em 1988, que causou 270 mortes.

EFE |

Após um debate na Câmara sobre a libertação do terrorista, 73 deputados votaram a favor da moção que declara que o Parlamento "não está de acordo com a decisão de repatriar Megrahi ao país de origem por motivo de compaixão".

Outros 50 parlamentares se opuseram à declaração, e um se absteve.

Com isso, a Câmara ignorou o pedido feito pelo Governo dirigido pelo nacionalista Alex Salmond para que apoiasse a decisão tomada pelo ministro da Justiça escocês, Kenny MacAskill, de acordo com "os princípios da Justiça escocesa".

O ministro voltou a defender a libertação de Megrahi por razões humanitárias, já que o terrorista, de 57 anos, sofre de um câncer terminal, e segundo relatórios médicos, tem apenas três meses de vida.

No entanto, a decisão não foi bem recebida pelos principais partidos escoceses. O porta-voz de Justiça dos trabalhistas, Richard Baker, disse que houve "erros fundamentais" no processo para libertar o terrorista.

Por sua vez, o representante conservador, Bill Aitken, também lamentou a libertação, que classificou como um "erro de proporções internacionais".

Os Governos de Londres e Edimburgo decidiram publicar uma série de documentos sobre o caso diante dos rumores que atribuem a libertação do terrorista a um suposto pacto econômico com a Líbia, segundo maior produtor de petróleo da África.

Segundo o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, não houve conspiração, encobrimento ou acordo petroleiro para que o Governo escocês permitisse que o terrorista líbio deixasse a prisão.

Megrahi foi o único condenado pelo atentado contra um avião da companhia aérea Pan Am que sobrevoava Lockerbie (Escócia).

A libertação do terrorista, condenado à prisão perpétua em 2001, gerou duras críticas por parte da comunidade internacional, especialmente dos Estados Unidos, de onde eram originárias 189 vítimas do atentado. EFE pa/id/bba

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