Parlamento do Mercosul estuda emitir declaração contra protecionismo

Montevidéu, 16 mar (EFE).- Os membros do Parlamento do Mercosul (Parlasul) estudaram hoje emitir uma declaração na qual se expresse sua oposição ao protecionismo para conter os efeitos da crise e sua inquietação com a redução do comércio dentro do bloco, o que poderia comprometer sua integração.

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A declaração, proposta pelos senadores Aloizio Mercadante (PT-SP) e Adolfo Rodríguez Saá, da Argentina, também ressalta que "as medidas de restrição ao comércio pactuadas" somente são aceitáveis se forem transitórias, específicas e não prejudicarem o processo de integração.

A iniciativa será votada amanhã no segundo dia da 16ª Sessão Plenária do Parlamento.

Além disso, o documento afirma que o Parlasul se compromete a "estimular o comércio dentro do bloco", inclusive com medidas como financiar o comércio exterior com moedas locais.

Fontes do Parlamento informaram que os senadores também pediram que o Mercosul coordene e unifique as posições com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM), entre outras entidades internacionais, para enfrentar a crise no Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e principais emergentes).

Os parlamentares também debateram outra proposta do senador Inácio Arruda (PC DO B-CE), que sugere que os ministros da Fazenda dos Estados-membros e dos países em processo de adesão participem de uma sessão especial do Parlamento em abril para pactuar uma estratégia contra a crise financeira. EFE amr/db

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