Parlamento do Irã ordena investigar enterros clandestinos

Teerã, 26 ago (EFE).- O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, ordenou investigar o suposto enterro clandestino no maior cemitério de Teerã de dezenas de pessoas que morreram durante os protestos após a polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

EFE |

Segundo o jornal local "Etemad", Larijani pediu o início das investigações necessárias, depois que a nova controvérsia veio à tona a terça-feira através de um deputado durante a sessão parlamentar, que foi transmitida ao vivo pela rádio nacional.

Esta manhã, a televisão estatal "PressTV" informou que o diretor do cemitério, Mahmoud Rezaiyan, tinha sido afastado.

Aparentemente, teria sido no bloco 302 do cemitério, situado no sul da capital, onde teriam sido enterrados de forma secreta e ilícita mais de 40 cadáveres entre 12 e 15 de julho.

O "Etemad" também relata que, na terça-feira, durante declarações nos corredores do Parlamento perante os jornalistas locais, o deputado conservador Hamid-Reza Katouzian disse que testemunhas informaram sobre a suposta sepultura clandestina de pessoas sem avisar os parentes e sem lápide.

Um grupo de parlamentares deveria ir em breve ao cemitério, mas, diante dos rumores de que o bloco 302 seria asfaltado, anteciparam sua visita para ontem, acrescentou Katouzian, segundo o jornal.

A "PressTV" também informou hoje que o diretor do cemitério negou os fatos e disse que o cemitério "não recebeu nenhum corpo não identificado".

O diretor de relações públicas do cemitério se expressou na mesma linha, indicando que o bloco 302 é destinado a pessoas não identificadas que morreram por causa das drogas ou acidentes de trânsito.

Cerca de 30 pessoas - segundo números oficiais - morreram e mais de 4 mil foram detidas nos protestos após a polêmica vitória de Ahmadinejad nas eleições de 12 de junho.

A oposição, que denunciou uma fraude maciça no pleito, eleva o número de mortos para 69. EFE jm-msh/an

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