Parlamento de Sindh elege deputado do PPP como chefe de Governo

Islamabad, 7 abr (EFE) - O Parlamento da província paquistanesa de Sindh (sudeste do país) elegeu hoje o candidato do Partido Popular do Paquistão (PPP), Qaim Ali Shah, como chefe do Governo regional em uma sessão na qual um deputado da oposição foi agredido por militantes dessa legenda.

EFE |

Shah, que foi eleito sem oposição, tomará posse do cargo amanhã, segundo a emissora privada "Geo TV".

Além disso, a assembléia de Sindh nomeou hoje Nisar Ahmed Khuro e Shehla Raza como presidente e vice-presidente, respectivamente.

Ambos os deputados pertencem ao PPP, o partido político que venceu o pleito de fevereiro em Sindh por maioria absoluta.

Khuro e Raza foram empossados à revelia dos deputados do Muttahida Quami Movement (MQM), legenda religiosa com a qual o PPP está negociando formar um Governo de coalizão, apesar da distância existente até há pouco entre as idéias de ambos os partidos.

Os deputados do MQM abandonaram a sessão como protesto depois que vários militantes do PPP agrediram Arbab Ghulam Rahim, líder provincial da Liga Muçulmana-Q (PML-Q), que apóia o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf.

Os agressores sacudiram Ghulam Rahim quando saía do Parlamento - após ter tomado posse de sua cadeira - e jogaram um sapato nele.

Além disso, vários indivíduos perseguiram o carro do dirigente político quando ele deixava o local acompanhado de segurança.

Após a sessão de hoje, o MQM poderia prolongar de maneira "indefinida" o boicote à assembléia provincial, segundo uma fonte do partido consultada pela agência estatal "APP".

A mesma fonte disse que os deputados do partido não assistirão amanhã à sessão de posse do chefe de Governo e declararam que o MQM anunciará "em breve" uma posição oficial.

Musharraf e o primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gillani, expressaram seu "pesar" pelos incidentes e exigiram uma investigação do caso em seus comunicados, segundo a "Geo TV".

O PPP, que conta com 89 deputados em Sindh, não precisa do apoio do MQM para governar a província, mas nas últimas semanas houve uma aproximação entre ambos os partidos buscando reduzir as diferenças que os separavam no passado. EFE igb/bf/db

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