O Parlamento cipriota ratificou nesta quinta-feira o tratado europeu de Lisboa apesar da oposição do partido comunista do presidente Demetris Christofias.

Chipre, que entrou no bloco europeu em 2004, é o vigésimo dos 27 países membros da União Européia (UE) a ratificar o texto, que tem como objetivo melhorar o funcionamento da UE. O tratado de Lisboa foi rejeitado por referendo em 12 de junho pela Irlanda.

No total, 31 dos 49 deputados cipriotas presentes votaram a favor do texto, e 17 membros da bancada comunista votaram contra. O Parlamento de Chipre tem 56 cadeiras.

O presidente cipriota havia garantido que seu governo apoiaria o tratado europeu apesar da relutância de seu partido, o Akel (comunista).

"Esperávamos muito mais desse tratado. Pensávamos que protegeria os mais fracos, e não que reforçaria uma minoria", declarou nesta quinta-feira o deputado comunista Pambos Kyritsis.

"Defendemos uma Europa unida, uma Europa dos povos, uma Europa dos trabalhadores", acrescentou.

O Akel, que domina a coalizão de governo de Christofias, tem 18 das 56 cadeiras do Parlamento, assim como o partido de oposiçãio Disy (direita), favorável ao tratado.

Apesar da oposição do Akel, a ratificação era garantida pelos votos do Disy e dos outros parceiros da coalizão: o Diko (centro-direita, 11 cadeiras) e o Edek (socialistas, 5 cadeiras).

cc/yw

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