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Parlamento da UE condena brutalidade contra Damas de Branco

O presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, condenou nesta quinta-feira a brutalidade policial contra as Damas de Branco, grupo formado por mães, esposas e parentes de presos políticos de Cuba, e exigiu de Havana a libertação imediata de todos os dissidentes.

EFE |


"Exijo que o governo cubano pare de fustigar as pessoas que se manifestam pela liberdade", disse Buzek em uma nota sobre a atuação da polícia cubana contra cerca de 30 integrantes das Damas de Branco, que na quarta-feira participavam de uma manifestação nos arredores da capital.

AFP
Laura Pollán é presa por polícia durante protesto

Líder das Damas de Branco é presa durante protesto na quarta-feira

Em 2005, o grupo foi agraciado com o prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, entregue anualmente pelo Parlamento Europeu a defensores da liberdade e da democracia.

"Há quase cinco anos estamos esperando para entregar o prêmio às Damas de Branco, que continuam sem autorização para deixar o país", lamentou Buzek nesta quinta-feira.

O presidente do Parlamento Europeu também afirmou que, desde a morte de Orlando Zapata e em virtude do "alarmante estado" do jornalista Guillermo Fariñas, a instituição está "seriamente preocupada com a situação dos presos políticos em Cuba".

"Não podemos permitir outra morte em Cuba", destacou Buzek, que, em nome do Parlamento Europeu, voltou a pedir a "libertação imediata de todos os presos políticos".

"O governo cubano deve respeitar as liberdades fundamentais, especialmente a liberdade de expressão e de associação política. É uma condição 'sine qua non' para que as relações com o país melhorem", assegurou.

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