Parlamento da Sérvia pede perdão por massacre de Srebrenica

O Parlamento da Sérvia se desculpou nesta terça-feira pelo massacre de milhares de bósnio-muçulmanos em Srebrenica, em 1995. Foi a primeira vez que os sérvios reconheceram a existência do massacre.

iG São Paulo |

A resolução expressa condolências às vítimas e pede desculpas pelo fato de a Sérvia não ter feito o suficiente para impedir o massacre, mas não chega a chamar os assassinatos de "genocídio".

A medida foi adotada depois de um debate de quase 13 horas transmitido ao vivo pela televisão. "Estamos tomando um passo civilizado de pessoas politicamente responsáveis, com base na convicção política, para o crime de guerra que aconteceu em Srebrenica" disse Branko Ruzic, cujo partido Socialista foi liderado por Slobodan Milosevic nos anos 1990.

O atual governo pró-ocidente sérvio acredita que a resolução poderá ajudar o país a ser visto de uma forma favorável no exterior, mostrando que está determinado a encarar o passado, buscando reconciliação regional e sua entrada na União Europeia.

'Protetorado'

O líder dos sérvios da Bósnia durante a guerra, Radovan Karadzic, está sendo julgado em Haia, mas o general sérvio da Bósnia acusado de ter planejado o massacre, Ratko Mladic, permanece foragido.

Vários sérvios da Bósnia foram condenados por seu papel nas mortes em Srebrenica, onde homens e meninos muçulmanos bósnios foram separados de suas famílias e executados a tiros.

Durante a guerra na Bósnia, Srebrenica foi designada protetorado da ONU, cuja segurança era mantida por tropas holandesas.

Por isso, os advogados dos parentes das vítimas também tentaram responsabilizar o governo holandês e a ONU por não terem evitado o massacre.

Mas a Corte de Apelações de Haia manteve nesta terça-feira a decisão de uma outra corte, que em 2008 afirmou a imunidade da ONU no caso - alegando que ela é essencial para que a organização continue a realizar seu trabalho no mundo.

Com BBC e Reuters

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