Parlamento da Mauritânia propõe eleições em um máximo de 14 meses

Nuakchott, 14 set (EFE) - A Assembléia Nacional (Câmara Baixa do Parlamento) da Mauritânia propôs hoje que as eleições presidenciais sejam realizadas em um máximo de 14 meses e aprovou um plano de transição para o período posterior ao golpe de Estado em 6 de agosto.

EFE |

Segundo a proposta aceita pelos deputados que participaram de um plenário realizado na capital mauritana, não poderão se candidatar ao pleito militares na ativa.

A Câmara aprovou uma proposta para sair da situação criada no país depois do golpe que derrubou o então presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi.

Participaram da sessão 56 dos 95 deputados, em um plenário extraordinário convocado pelo general Mohammed Ould Abdelaziz, presidente da junta militar que governa o país, o Alto Conselho de Estado.

A reunião foi boicotada pelos 17 representantes do Reagrupamento de Forças Democráticas (RFD) de Ahmed Ould Daddah, chefe da oposição mauritana, que manifestou apoio ao golpe de Estado.

A proposta aprovada hoje deverá servir de base às jornadas de concertação anunciadas na semana passada pelo primeiro-ministro mauritano, Moulaye Ould Mohamed Laghdaf, prevista para finais de setembro.

Nela se analisa a formação de um Governo de união nacional, que seria encarregado de tramitar o período de transição e organizar eleições presidenciais em um prazo de entre 12 e 14 meses e seria proibida a candidatura de militares na ativa.

Também se impediria, segundo esta iniciativa, que se candidatasse a presidente da República qualquer pessoa com um cargo que lhe permita influenciar no desenvolvimento e nos resultados da apuração.

As jornadas de concertação, que também são mencionadas na proposta "aprovada hoje, são alvo de recomendação", e indica-se que nelas devem participar partidos políticos, parlamentares e organizações da sociedade civil.

Na proposta se rejeita uma disposição da Constituição, promulgada pelo Alto Conselho de Estado, que confere ao presidente do organismo poderes com força legislativa caso ocorra um bloqueio no funcionamento do Parlamento. EFE mo/db

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