Parlamento da Albânia faz sessão com deputados em greve de fome

Tirana, 13 nov (EFE).- O Parlamento da Albânia realizou hoje uma insólita sessão plenária com a presença de um grupo de deputados em plena greve de fome, em protesto contra uma proposta de lei eleitoral que desfavorece seus pequenos partidos.

EFE |

O início da sessão, previsto para as 10h (9h de Brasília), começou com duas horas de atraso.

No início, dez deputados há quatro dias em greve de fome ocuparam as cadeiras colocadas no pódio, onde tinham pendurado a lema "o voto é sagrado".

Os deputados pertencem ao opositor Movimento Socialista para a Integração (LSI, na sigla em albanês), do ex-primeiro-ministro Ilir Meta, e ao Partido Democrata-Cristão (KDP), aliado da coalizão governante de direita.

Ambas as legendas acusam o primeiro-ministro, Sali Berisha, e o socialista Edi Galho, líder do maior partido da oposição, de conspirar para aprovar uma nova lei eleitoral tratando de limitar o acesso dos partidos minoritários ao Parlamento.

"Só mortos sairemos desta sala", ameaçou Frrok Gjini, do KDP, que pediu aos deputados dos dois partidos maiores para considerarem suas reivindicações.

O porta-voz dos grevistas e deputado do LSI, Dritan Prifti, denunciou uma tentativa de Berisha e Galho para "controlar a comissão central e as mesas eleitorais a fim de manipular o resultado das eleições" convocadas para o ano que vem.

Após uma hora de debates, os parlamentares prosseguiram com a aprovação das leis segundo a agenda prevista.

Em solidariedade com seus dirigentes em greve de fome, centenas de manifestantes se reuniram diante do Parlamento, isolado por numerosas forças da Polícia e da Guarda Republicana.

Representantes da União Européia e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) em Tirana pediram aos partidos políticos para manterem um clima de diálogo e confiança entre eles.

Além disso, lembraram que a aprovação da reforma eleitoral e o desenvolvimento democrático das próximas eleições gerais são fatores essenciais para o aspirado ingresso na União Européia (UE). EFE md/jp

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